quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Como Parar de Roncar e Ter uma Noite de Sono Tranquila





O ronco é um problema bastante comum, que afeta 40 por cento dos homens e 25 por cento das mulheres. De acordo com especialistas, as pessoas mais velhas são particularmente propensas a roncar: cerca de um terço das pessoas com idades entre 55 a 84 anos roncam.

Apesar da sua frequência, no entanto, o ronco é um distúrbio do sono que pode ter graves consequências médicas e sociais. As dicas a seguir podem ajudar as pessoas a pararem de roncar e ter uma noite de sono tranquila a dormir mais tranquilamente.

Causas do Ronco

Quase todo mundo ronca ocasionalmente, mas se o ronco acontece com frequência pode afetar a quantidade e qualidade do seu sono e de seus familiares e companheiros. O ronco pode levar a falta de sono e fadiga diurna, irritabilidade e aumentar os problemas de saúde.
Se o seu ronco mantém o seu parceiro acordado, então ele também pode criar grandes problemas de relacionamento. Felizmente, dormir em quartos separados não é o único remédio para o ronco. Há muitas outras soluções eficazes disponíveis.

As Causas do Ronco:

Identificar a Causa Para Encontrar a Cura

Nem todas as pessoas roncam do mesmo modo. Na verdade, todos roncam por razões diferentes. Quando a pessoa entender a causa de seu ronco, então ela poderá encontrar as soluções certas para uma noite tranquila de sono mais profundo.
Algumas pessoas que roncam têm muitas vezes o tecido nasal maior, o que o faz ser mais propenso a vibrar. A posição da língua também pode ficar no caminho da respiração normal.
Avaliar como e quando a pessoa ronca ajudará a identificar se a causa do ronco está dentro de seu controle ou não. A boa notícia é que não importa como e quando você ronca, já existem soluções para melhorar o seu problema de ronco.

Como Ocorre o Som do Ronco

O ronco acontece quando você não pode mover o ar livremente através de seu nariz e boca durante o sono. Muitas vezes, isso ocorre devido ao estreitamento de sua via aérea, em virtude da má qualidade da postura para o sono, ou anormalidades dos tecidos moles em sua garganta. A via aérea estreita fica no caminho da respiração suave, e cria o som do ronco.

As Causas Mais Comuns do Ronco

- Idade. Ao atingir a meia-idade ou mais, a sua garganta se torna mais estreita, e o tônus muscular diminui.

- Predisposições do Organismo. Os homens têm passagens de ar mais estreitas do que as mulheres e são mais propensos a roncar. Uma garganta estreita, fenda palatina, hipertrofia de adenoides, e outros aspectos físicos que contribuem para o ronco são muitas vezes hereditários.

- Problemas nos Seios Nasais e nas vias respiratórias. Qualquer bloqueio nessas vias tornará difícil a inalação, e criará um vácuo na garganta, levando ao ronco.

- Estar Acima do Peso. O tecido adiposo e o tônus muscular contribuem para o ronco.

- Álcool, Fumo e Medicamentos. O consumo de álcool, tabagismo e certos medicamentos podem aumentar o relaxamento muscular levando o indivíduo a roncar.

- Postura de Dormir. Dormir de costas faz com que o tecido de sua garganta relaxe, podendo e bloquear as vias respiratórias e levar você a roncar.

Ronco e Apneia do Sono

O ronco pode indicar uma apneia do sono, que é uma condição potencialmente fatal que requer atenção médica. A apneia do sono é a obstrução respiratória, fazendo com que a pessoa que está dormindo tenha de se acordar para começar a respirar novamente.
O ronco normal não interfere com a qualidade do seu sono, tanto quanto a apneia do sono, por isso, se você está sofrendo de extrema fadiga e sonolência durante o dia, o problema pode ser mais do que apenas o ronco.

Dicas Para Parar de Roncar
Existem, atualmente, várias técnicas comprovadas que podem ajudar a eliminar o ronco. Nem todo remédio é adequado para todos, por isso, algumas mudanças de estilo de vida, e uma vontade de experimentar soluções diferentes são dicas importantes para parar de roncar.

- A primeira etapa para resolver um problema de ronco é encontrar a causa.
Se você é casado/a peça ao seu companheiro para ajudar você a manter um diário de sono para acompanhar seu ronco. Observando os padrões em seu ronco muitas vezes pode ajudar a identificar as razões pelas quais você ronca, o que o torna pior, e como fazer para pará-lo.

-Como você ronca revela por que você ronca. É fundamental observar as diferentes maneiras de dormir e roncar. As posições do sono revelam muito, e descobrir como você ronca pode ajuda-lo a descobrir por que você ronca. Quando você sabe o motivo do ronco, pode chegar mais perto de uma cura.

- Roncar de boca fechada pode indicar um problema com a língua. Roncar com a boca aberta pode estar relacionada com os tecidos em sua garganta. Ao dormir de costas o ronco é provavelmente mais leve. No entanto, o ronco em todas as posições de sono pode significar que ele é mais grave e pode exigir um tratamento mais abrangente.

- Perca peso. Perder até mesmo um pouco de peso pode reduzir o tecido adiposo na parte de trás da garganta, e diminuir ou mesmo fazer você parar de roncar.

- Exercício Físico. A atividade física também pode ajudar você a parar de roncar. Os exercícios para tonificar os braços, pernas e abdominais, por exemplo, levam também a tonificar os músculos em sua garganta, o que por sua vez pode levá-lo a roncar menos.

- Parar de fumar. Se você fuma, suas chances de roncar são elevadas. Fumar provoca o bloqueio das vias respiratórias irritando as membranas do nariz e da garganta.

- Evite o álcool, comprimidos para dormir e sedativos. Especialmente antes de dormir, pois eles relaxam os músculos da garganta e interferem na respiração. Fale com o seu médico sobre quaisquer medicamentos de prescrição que você está tomando, uma vez que alguns fármacos podem fazer você entrar em um nível mais profundo de sono, fazendo o ronco piorar.

- Limpe as passagens nasais. Ter o nariz entupido faz com que inalação fique difícil e crie um vácuo em sua garganta, que por sua vez leva ao ronco. Você pode limpar com descongestionantes nasais ou tiras nasais para ajudar a respirar mais facilmente durante o sono.


- Mantenha o ar úmido do quarto com um umidificador. O ar seco pode irritar as membranas do nariz e da garganta.

- Posição para dormir. Elevar a cabeça quatro polegadas, mais ou menos, pode facilitar a respiração. Já existem travesseiros especialmente projetados disponíveis para ajudar a prevenir o ronco, certificando-se que os músculos do pescoço não sejam pressionados.

- Durma de lado. Evite dormir de costas, pois a gravidade faz com que seja mais provável a sua língua e os tecidos moles obstruírem suas vias respiratórias.


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O que é apnéia do sono? 

Apnéia significa "parada da respiração". Apnéia do sono é o distúrbio no qual o indivíduo sofre breves e repetidas interrupções da respiração (apnéias) enquanto dorme. As apnéias são causadas por obstruções transitórias da passagem do ar pela garganta de pelo menos 10 segundos de duração. Quando ocorrem apnéias com frequência maior que 5x/hora no sono dizemos que o indivíduo é portador de apnéia do sono.
Estima-se que cerca de 4% das mulheres e 9% dos homens adultos sofram de apnéia do sono, sendo que sua prevalência é maior entre os obesos e maiores de 35 anos.
Curiosamente, apesar de possuir alta prevalência na população, apenas recentemente a medicina reconheceu, através de estudos científicos, os riscos trazidos por esta doença e a importância do seu diagnóstico. Deste modo, sabe-se que cerca de 90% dos indivíduos que possuem apnéia do sono ainda não possuem o diagnóstico ou sequer foram alertados pelo seu médico para a possibilidade de sofrerem desta doença.

O que provoca a apnéia do sono?

  • Aumento do peso (causa mais comum nos adultos): o excesso de tecido mole na garganta dificulta mantê-la aberta.
  • Os músculos da garganta e língua relaxam mais do que o normal: isso tende a agravar-se com a idade.
  • Alterações do formato da cabeça e pescoço pode resultar em menor espaço para passagem de ar na boca e garganta.
  • Amígdalas e adenóides grandes são causa comum de apnéia do sono na criança.

Quais as consequências da apnéia do sono?


Cada vez que ocorre uma apnéia ocorre uma diminuição rápida da oxigenação sanguínea. A fim de evitar a morte por asfixia, o organismo envia um “sinal” ao cérebro despertando-o por tempo suficiente para conseguir desobstruir a garganta. Ou seja, ocorre um microdespertar que o indivíduo não percebe e nem lembra no dia seguinte. Esse fenômeno pode repetir-se até 1000 vezes em cada noite de sono nos casos mais graves. Após cada microdespertar ocorre também uma descarga aguda de hormônios do estresse como adrenalina e outros que, aliada a queda da oxigenação sanguínea, pode desencadear arritmias cardíacas, infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC) durante o sono. Além disso, a apnéia do sono não tratada, a longo prazo, ocasiona ou agrava várias doenças como diabetesobesidadehipertensãoinsuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, arritmias cardíacas, AVCs, entre outras.
Devido ao grande número de microdespertares pelas apnéias repetidas, o sono torna-se fragmentado ocorrendo diminuição do sono profundo e do sono REM nos indivíduos com apnéia do sono. O sono profundo é fundamental para a recuperação do corpo, enquanto que a fase REM (Rapid Eye Movement - fase onde ocorrem os sonhos) é importante para a consolidação do aprendizado e da memória. Assim, a apnéia do sono é uma das causas mais comuns de fadiga, sonolência e dificuldades de aprendizado e memória, entre outros sintomas.

Quais os sintomas da Apnéia do Sono? Quando suspeitar desse distúrbio?

O indivíduo com apnéia do sono raramente percebe que tem dificuldade para respirar durante o sono e por esse motivo, a doença geralmente passa despercebida ao longo de vários anos até o seu diagnóstico. Em muitos casos, a suspeita da doença ocorre por outras pessoas que observam os episódios de apnéia ou devido aos seguintes sintomas que podem ser observados:
  • Ronco alto e interrompido
  • Sono agitado
  • Engasgos noturnos
  • Sonolência excessiva durante o dia
  • Despertares frequentes
  • Levantar-se para urinar à noite
  • Pesadelos
  • Sono não reparador
  • Fadiga crônica
  • Dor de cabeça pela manhã
  • Irritabilidade
  • Apatia, Depressão
  • Dificuldade de concentração
  • Perda de memória
  • Impotência sexual

Como diagnosticar?

O diagnóstico da apnéia do sono é feito através de um exame chamado polissonografia que é realizada à noite em um laboratório de sono sob a supervisão de técnico ou enfermeiro capacitado. O paciente deve dormir com sensores fixados no corpo que permitem o registro da passagem do ar pelo nariz/boca, oxigenação sanguínea, frequência cardíaca, movimentos do tórax, posição do corpo na cama, além de outros dados. Os sensores são fixados de maneira a permitir ao paciente movimentar-se durante o exame, não atrapalhando assim o sono. Em casos selecionados o exame pode ser realizado no próprio domicílio do paciente através de aparelhos portáteis.

Qual o tratamento da apnéia do sono?

O tratamento depende da causa e da gravidade da doença. O ronco sem apnéia, bem como a apnéia do sono leve podem ter melhora significativa com medidas simples como: dormir de lado, perder peso, evitar uso de álcool ou tranquilizantes, entre outras. O uso de dispositivos orais confeccionado por dentistas que avançam a mandíbula durante o sono (placa oral) pode ser indicado em alguns casos.
O tratamento mais eficaz e mais utilizado para os casos moderados ou graves consiste no uso do aparelho chamado CPAP (do inglês, Continuous Positive Airway Pressure). O CPAP consiste em um pequeno compressor de ar muito silencioso de alta tecnologia que se conecta a uma máscara ajustada ao nariz do paciente. Esse aparelho previne a obstrução da garganta durante o sono e reestabelece o sono normal ao indivíduo. Apesar de parecer algo muito desconfortável à primeira vista, o aparelho costuma ser bem tolerado pelos pacientes após a primeira semana de uso. As indicações, contra-indicações e boa adaptação deste tratamento ao paciente tem melhores resultados quando realizado com acompanhamento de um médico e equipe de saúde especializada em distúrbios do sono.
Alguns casos podem se beneficiar de algum tipo de cirurgia aplicada ao nariz e/ou à garganta. Nestes casos, o paciente deve ser cuidadosamente avaliado por médico especialista em distúrbios do sono para indicar o tipo de cirurgia mais apropriada ou evitar uma cirurgia desnecessária.

Quando e como procurar ajuda médica?

O indivíduo que apresenta as doenças e/ou os sintomas descritos anteriormente deve questionar o seu médico sobre este problema ou procurar um médico especializado em distúrbios do sono (medicina do sono). Este poderá encaminhá-lo ao exame de polissonografia para confirmar ou descartar a suspeita de apnéia do sono, além de classificar a gravidade da doença.  Caso confirme-se a suspeita da doença, o médico especialista poderá orientar e conduzir a melhor forma de tratamento para cada caso, restaurando assim um sono de qualidade.
creditos: disturbiosdosono
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Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor(Deus) me sustentou.
Salmos 3:5------------LEIA A BÍBLIA

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